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Com apoio dos empresários, governo busca acordo com EUA antes do tarifaço

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Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Após acionar a Lei da Reciprocidade para combater a tarifa de 50% imposta pelos EUA [a partir de 1º de agosto], o governo Lula (PT) vai buscar uma solução em diálogo. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, liderou duas reuniões com empresários dos setores industrial e agropecuário.

Os empresários manifestaram confiança nas negociações conduzidas pelo governo federal e defenderam que não sejam adotadas medidas de retaliação. Algumas entidades chegaram a defender que o Brasil peça adiamento do início da vigência das novas tarifas.

Alckmin destacou que a intenção do governo é avançar ao máximo dentro desse prazo e alcançar um acordo antes que o tarifaço se concretize. “A reunião [com o setor produtivo] foi muito proveitosa. Ouvimos todos os setores com maior fluxo de comércio com os Estados Unidos — desde aviação, aço, alumínio, máquinas, têxteis, calçados, papel e celulose. O que vimos foi um alinhamento em torno da negociação. Eu trouxe a mensagem do presidente Lula de empenho para rever esta situação”, afirmou.

Segundo o vice-presidente, o setor produtivo se comprometeu a dialogar com seus parceiros nos Estados Unidos (compradores, fornecedores e empresas congêneres), para negociar o prejuízo bilateral causado pelas tarifas. “É uma relação importante que repercute também nos Estados Unidos, podendo encarecer produtos e encarecer a economia americana. É uma oportunidade, inclusive, para abrirmos espaço para novos acordos comerciais”, destacou.

BUSCAR NOVOS MERCADOS

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que uma as missões dadas pelo presidente Lula é a ampliação dos mercados para a agropecuária brasileira. “Isso foi feito de forma intensa. Foram 393 novos mercados abertos”, destacou, considerando importante todos os esforços para manter as vendas para os Estados Unidos. “O diálogo está aberto na parte brasileira, mas com respeito à soberania e muita altivez”, completou.

com informações da Agência Brasil

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