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Centrais entregam propostas pelo emprego e contra medidas dos EUA

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Foto: Adriano Henrique / Secretaria Geral da Presidência da República

Representando toda classe trabalhadora do Brasil, no dia 16 de julho, os presidentes das Centrais Sindicais se reuniram com ministros e empresários, todos convidados pelo governo Lula. Na reunião, eles apresentaram propostas para enfrentar os impactos da guerra comercial desencadeada pelas medidas dos Estados Unidos.

O documento “Soberania, Emprego e Desenvolvimento” alerta para os riscos a nossa economia: desindustrialização, desorganização de cadeias produtivas e emprego. E defende um projeto de desenvolvimento que priorize a inclusão social, a geração de empregos e a redução das vulnerabilidades externas.

As entidades apoiam à postura do governo Lula (PT) e propõem ações coordenadas para fortalecer a produção nacional e proteger os trabalhadores. Confira as propostas:

1. Defesa da Produção Nacional

– Fortalecimento de medidas antidumping e salvaguardas comerciais.
– Investimento em inovação e infraestrutura, com foco em tecnologias críticas como inteligência artificial e hidrogênio verde.
– Estímulo às compras públicas com conteúdo local e revisão da Lei de Patentes.

2. Proteção do Emprego e Renda

– Recriação de programas de proteção ao emprego para trabalhadores afetados pela guerra comercial.
– Investimento em qualificação profissional, com foco em setores estratégicos.

3. Diálogo Social e Negociação Coletiva

– Criação de espaços permanentes de concertação entre governo, empresários e trabalhadores.
– Inclusão de representantes sindicais na formulação de políticas industriais e comerciais.

4. Transição Ecológica Justa

– Implementação de um plano nacional de descarbonização com geração de empregos verdes.
– Estímulo à bioeconomia e à economia circular, especialmente na Amazônia Legal.

5. Nova Estratégia Comercial

– Revisão de acordos internacionais que fragilizem a indústria nacional.
– Fortalecimento do Mercosul e da cooperação Sul-Sul.

As Centrais destacam que o diálogo social é essencial para construir soluções negociadas e garantir que a classe trabalhadora seja “não apenas sujeito, mas beneficiária do crescimento”. O encontro apontou respostas à crise, com foco em soberania produtiva e justiça social.

Assinam o documento:

Adilson Araújo (CTB)
Sérgio Nobre (CUT)
Miguel Torres (Força Sindical)
Ricardo Patah (UGT)
Moacyr Tesch Auersvald (NCST)
Antonio Neto (CSB)

com informações do Diap

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