Um estudo da organização Agenda Pública, em parceria com a Fundação Grupo Volkswagen, mostra que o Brasil pode criar 7 milhões de empregos verdes até 2030 e 15 milhões até 2050, com a transição para uma economia de baixo carbono. A pesquisa analisa os impactos da descarbonização e da transformação digital no mercado de trabalho.
Também aponta medidas para ampliar a mobilidade social a partir da inclusão produtiva, como a modernização das políticas locais de desenvolvimento econômico. Energias renováveis, economia circular, bioeconomia e mobilidade com baixas emissões são algumas das áreas apontadas como potenciais para geração de empregos sustentáveis.
Para o diretor-geral da Fundação Grupo Volkswagen, Vitor Hugo Neia, outras práticas podem contribuir para uma transição justa e mais resiliente. “Investir em qualificação profissional e em políticas públicas estruturantes, tanto do nível estadual, federal e municipal, a fim de que esse movimento seja uma oportunidade e não contribua para acentuar as já elevadas desigualdades sociais brasileiras. Transição justa só vai ser justa de fato se vier com inclusão produtiva, mobilidade social, sem deixar ninguém pra trás”, afirma.
DESAFIOS REGIONAIS
Na pesquisa, um índice classifica os municípios em perfis como resiliente, emergente, em atenção e crítico, indicando onde é preciso agir primeiro. O estudo apurou que cada região possui desafios e potencialidades próprias, exigindo estratégias personalizadas de transição. E cita, entre as recomendações, a necessidade de se fazer uma governança participativa.
Outra demanda urgente é a necessidade de políticas específicas para jovens em situação de vulnerabilidade. O estudo mostra que 42% dos jovens negros entre 18 e 24 anos estão fora da escola ou do ensino superior, enquanto entre jovens brancos essa taxa é de 22%.
com informações da Agência Brasil
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