Tudo indica que Donald Trump deu um “tiro no pé” com a taxação absurda sobre produtos de outros países, como a de 50% para vários itens brasileiros. Uma máxima antiga passou a ter grande atualidade: diante das dificuldades, sempre se abrem oportunidades.
Um exemplo é o café brasileiro, um dos produtos mais afetados pelo tarifaço. Ele aparecer nas relações comerciais entre Brasil e Rússia, duas potências do BRICS. Os russos lidera em crescimento no consumo de café, registrando aumento de 7,1% entre 2022 e 2023.
Teve comércio recorde com o Brasil novamente este ano, e agora se põe como alternativa diante do distanciamento do mercado norte-americano. Em 2024, a Rússia se consolidou como mercado aberto às exportações de café brasileiro: foram 62 mil toneladas rumo ao país, que, em guerra com a Ucrânia e a sofrer sanções internacionais, bateu seu recorde de importação (com quase o dobro da quantidade importada no ano interior) e gerou receita de US$ 266,2 milhões.
ACORDO COM JAPÃO
Na busca por novos mercados, o Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou, nesta terça (2), um acordo com o Japão para envio de derivados de gordura de aves, suínos e bovinos, utilizados na produção de ração animal e alimentos para pets.
O Brasil já é fornecedor relevante de soja e milho para os japoneses, que representam o sétimo maior destino dos produtos agropecuários nacionais em 2024. A terceira maior economia global importou US$ 3,3 bilhões em produtos agrícolas brasileiros em 2024. De janeiro a julho de 2025, o volume já alcançou US$ 1,8 bilhão. Ao todo, 422 novos mercados foram abertos.
com informações da Revista Fórum e Agência Brasil
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