Dados do IBGE mostram que o percentual de crianças e adolescentes no trabalho infantil cai mais entre os moradores de domicílios beneficiários do Bolsa Família, importante programa social do governo Lula (PT). Os número estão em uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta (19) pelo instituto.
O percentual de pessoas de 5 a 17 anos nesta situação era de 5,2%, o que representa 717 mil pessoas. Sem separar quem recebe o Bolsa Família, a proporção é de 4,3%, representando 1,65 milhão de pessoas.
Na evolução histórica desse dado, diminuiu a diferença entre os dois grupos. Em 2016, a distância era de 2,1 pontos percentuais. Entre os beneficiários do Bolsa Família, a proporção era de 7,3% das pessoas de 5 a 17 anos. No Brasil como um todo, de 5,2%. O menor ponto dessa distância é justamente em 2024: 0,9 ponto percentual.
“Apesar dessa diferença, é interessante observar que ao longo da série histórica, as crianças e adolescentes de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família tiveram redução mais acentuada do percentual daquelas em situação de trabalho infantil, quando comparados ao total de pessoas dessa faixa etária”, avalia o pesquisador do IBGE, Gustavo Fontes.
TRABALHO INFANTIL
Ao classificar trabalho infantil, o IBGE segue orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT): “aquele que é perigoso e prejudicial à saúde e ao desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças e que interfere na sua escolarização”. Acrescentam-se à classificação atividades informais e com jornadas excessivas.
com informações do IBGE
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