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Amanda Santos destaca ação do MPT contra Carrefour

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Recentemente, o grupo Carrefour em Itabuna foi processado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por falta de enfrentamento de casos de assédio sexual em sua unidade na cidade. Segundo o órgão, houve uma série de situações de assédio sexual, principalmente envolvendo um gerente.

O absurdo incluía comentários sobre o corpo das funcionárias, ofertas de vantagens em troca de favores sexuais, toques inadequados, perseguição dentro da loja e assédio por meio de mensagens e áudios nas redes sociais.

Relatos mostram que ele assediava também funcionários do sexo masculino, inclusive usando palavras de baixo calão e tocando em suas partes íntimas. Os depoimentos foram colhidos no inquérito aberto pelo MPT no ano passado. A ação segue em segredo de justiça corre na 3ª Vara do Trabalho de Itabuna.

SINDICATO AGIU E CELEBRA

Quem acionou o MPT foi o Sindicato dos Comerciários. Para a presidenta Amanda Santos, a presença feminina nas entidades sindicais ajuda a muitas trabalhadoras a denunciarem o problema.

“Elas se sentem à vontade e acolhidas para tratar de tema sensíveis, como o assédio sexual. Além de acolher, o sindicato dá suporte, orientações e encaminhamentos para que elas assegurem seus direitos e tomem as próximas medidas”, pontua, enfatizando que as ações contribuem para que as empresas se conscientizem para “adotar políticas internas que coíbam essas práticas absurdas”.

PROTEÇÃO ÀS VÍTIMAS

O MPT solicitou sigilo do processo para proteger as vítimas e demais pessoas que prestaram depoimentos. E optou por divulgar o caso sem dar detalhes e os locais do assédio. “A varejista não adotou medidas para prevenir e combater o assédio sexual no ambiente de trabalho e não demonstrou interesse em corrigir suas práticas ilegais. A diretoria, ciente das denúncias, buscou silenciar as vítimas e, após a demissão do assediador, passou a persegui-las e puni-las”, informou.

No inquérito, há relatos de que a empresa não realizava treinamentos adequados sobre o combate ao assédio sexual e não possuía um canal de denúncia eficaz, além de proibir relacionamentos afetivos entre os empregados.

Em nota, o Carrefour informou que a empresa não foi citada no processo judicial e que não teve acesso ao procedimento administrativo. A empresa destacou que o caso está em segredo de justiça e, por isso, não pode se pronunciar neste momento. A nota ainda acrescentou que o grupo repudia qualquer ato ou comportamento inadequado.

com informações do Correio24h

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