O pastor Silas Malafaia foi intimado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a apresentar, no prazo de 15 dias, sua defesa em ação penal que o acusa de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Paiva.
A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e tem origem em representação apresentada pelo próprio comandante da Força. O caso está relacionado a declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação bolsonarista realizada em abril de 2025, na avenida Paulista. No ato, do alto de um carro de som, o pastor atacou o Alto Comando do Exército, em discurso marcado por xingamentos e acusações.
“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, afirmou Malafaia na ocasião.
Além das ofensas, Malafaia imputou falsamente aos generais a prática do crime de prevaricação e ainda ampliou o alcance do ataque ao divulgar o discurso nas redes sociais.
RELAÇÃO COM FAKE NEWS
A denúncia foi encaminhada sob o argumento de que há “estrita conexão entre as condutas denunciadas” e os inquéritos das fake news e das milícias digitais, que investigam a atuação de redes de desinformação e articulações golpistas ligadas ao bolsonarismo.
Moraes determinou, em 20 de dezembro, a notificação do pastor, que recebeu a intimação no dia 23. Malafaia reage com novos ataques às instituições e aos responsáveis pelo processo. Ele nega ter cometido crime, sustenta que não mencionou o nome de Tomás Paiva e questiona a competência do STF para julgar o caso.
O pastor já protagonizou embates públicos com o senador Hamilton Mourão, general da reserva e ex-vice-presidente da República, a quem dirigiu novos xingamentos após ser criticado por atacar o Alto Comando do Exército.
com informações da Revista Fórum
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