Por manter negociação direta com representantes do governo norte-americano, o governo Lula (PT) decidiu apenas enviar representantes da Embaixada do Brasil em Washington à audiência pública sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Segundo o governo , a presença de diplomatas busca permitir tomar conhecimento dos argumentos apresentados durante o encontro, mas sem uma mudança na estratégia de negociação com as autoridades americanas.
Com início nesta segunda (6), a audiência pública segue nesta terça (7), quando está prevista a participação dos Associações de representantes dos setores atingidos pelo tarifaço, como a indústria e o agronegócio. Cada inscrito tem 5 minutos para expor seus argumentos contrários às tarifas.
MENTIRAS DE FLÁVIO BOLSONARO
Quem se inscreveu para falar foi o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro. O seu discurso, de que foi para defender os interesses do Brasil contrasta com as atitudes da família Bolsonaro. O irmão Eduardo Bolsonaro está nos EUA há vários meses e tem conspirado contra o seu País, e sempre defendeu as tarifas impostas ao Brasil pelo presidente Donald Trump.
Também se contradiz com sua carta enviada a Trump. O argumento central é que a retaliação comercial fortaleceria Lula eleitoralmente. O filho de Jair Bolsonaro pede que as tarifas não sejam aplicadas agora, mas só depois das eleições presidenciais. Em vez de afirmar que elas são injustas e lesivas ao interesse dos dois países, ele argumenta que a sua adoção imediata poderia beneficiar Lula politicamente.
Quando o candidato da extrema-direita pede o adiamento da punição, e não sua imediata revogação, ele legitima a sanção norte-americana. Passa a ideia de que o tarifaço pode ser aceitável, desde num momento conveniente Flávio Bolsonar e à oposição.
com informações da Revista Fórum
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