A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) conquistou, em 19 de maio de 2026, a patente do “Fermentador de Cacau com Hélice Rotativo Autônomo”. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) oficializou o registro desta tecnologia, desenvolvida pelo professor doutor Jorge Henrique de Oliveira Sales. O equipamento automatiza o processo de fermentação de amêndoas de cacau, prometendo revolucionar a qualidade do produto final e aumentar a competitividade dos produtores.
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E TRANSFORMAÇÕES SOCIOECONÔMICAS NA AGRICULTURA FAMILIAR
O equipamento substitui o trabalho manual por um sistema automatizado eficiente, utilizando um cocho de aço inoxidável e hélices rotativas, a máquina garante a mistura homogênea da massa biológica. Além disso, doze sensores integrados monitoram temperatura, umidade e pH em tempo real. Graças a esse monitoramento contínuo, o sistema ajusta automaticamente a rotação das hélices, o que mantém a massa na temperatura ideal entre 45°C e 50°C.
O fermentador integra tecnologia de ponta, permitindo o controle remoto das operações via rede Wi-Fi. O dispositivo opera com capacidade para 666 quilos de amêndoas e facilita o escoamento gravitacional de líquidos, como o mel de cacau e o vinagre. Portanto, o sistema oferece uma solução técnica completa, aliando conectividade e praticidade para o manejo diário nas lavouras.
Consequentemente, o projeto democratiza o acesso a tecnologias de baixo custo para pequenos agricultores familiares. Ao padronizar a fermentação, o equipamento elimina o amargor excessivo e melhora as características sensoriais, como cor e aroma, do chocolate. Como resultado direto dessa inovação, os produtores elevam a qualidade de suas amêndoas, o que agrega valor ao produto em mercados especializados e exigentes.
A iniciativa contou com o suporte financeiro da Fapesb, do CNPq e do Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional da Uesc. Paralelamente, os pesquisadores também desenvolvem secadores alternativos movidos a energia solar, reforçando o compromisso com a sustentabilidade no sul da Bahia. Com essa patente, a Uesc reafirma seu papel estratégico no fortalecimento econômico, social e tecnológico da cadeia produtiva do cacau.
Com informações da Uesc
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