Para combater o racismo religioso, a Prefeitura de Itabuna deve adotar a Estratégia Mãe Bernadete. O objetivo é fortalecer as redes territoriais de proteção para contribuir no enfrentamento do problema. O programa foi apresentado à Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS).
A iniciativa é do Ministério da Igualdade Racial e será coordenada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). A coordenadora jurídica da Estratégia, professora Saskia Lopes, afirma que o Governo Federal vai subsidiar respostas interinstitucionais voltadas à garantia de direitos das comunidades de terreiros.
“Já estamos com articulações nos municípios de Itacaré e Ilhéus e, agora, Itabuna nas secretarias de Promoção Social, da Educação e da Saúde para enfrentamento aos casos de racismo religioso ouvindo os povos de terreiro”, afirmou.
No questionário do Cadastro Único, coordenado pela SEMPS, por exemplo, existe um espaço para que o beneficiário declare qual religião segue. No entanto, muitas pessoas não se autodeclaram, o que gera uma subnotificação dos integrantes de religiões de matriz africana.
com informações da Prefeitura
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