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Produtora não prova gasto de R$ 75 milhões em filme de Bolsonaro

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Mario Frias, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o ator Jim Caviezel. Foto: Reprodução / Fórum

A produtora Go UP Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, declarou que o filme sobre Jair Bolsonaro, custou ao menos
R$ 75,1 milhões. O valor consta de um laudo pericial contratado pela defesa da empresária e anexado a um inquérito da Polícia Civil de São Paulo.

Pelo documento, R$ 54 milhões teriam sido gastos no exterior e R$ 20,9 milhões no Brasil. A informação chama atenção porque o filme foi inteiramente rodado aqui. Mas, o laudo não apresenta recibos, notas fiscais ou qualquer comprovação dos gastos.

Por isso, a origem do dinheiro segue investigado. A Polícia Civil de São Paulo, o Ministério Público e a Controladoria Geral do Município de São Paulo apuram se recursos públicos de um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil, controlada por Karina Gama, foram desviados para financiar a produção do longa.

SEM TRANSPARÊNCIA

Os responsáveis pelo filme afirmam que os recursos usados são privados e teriam sido comprovados por “contratos de investimentos, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”. Entretanto, nenhum desses documentos aparece reproduzido no laudo.

A investigação policial analisa o contrato de R$ 108 milhões assinado em junho de 2024 entre a Prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB), e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Gama. O acordo previa a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital paulista. Está sendo apurado se parte desses recursos públicos foi desviada para custear o filme sobre o ex-presidente. O Instituto nunca havia instalado um único ponto de wi-fi antes.

com informações da Revista Fórum

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