Para manter a economia enfrentando bem as instabilidades mundiais, o governo Lula (PT) implementou um conjunto de medidas. As iniciativas devem injetar cerca de R$ 227 bilhões na economia em 2026.
O governo anunciou um novo programa de renegociação de dívidas, um pacote bilionário para segurança pública e uma série de medidas para mitigar a alta do preço dos combustíveis.
Confira as medidas:
>> Plano Brasil Soberano 2.0 (R$ 15 bilhões): viabiliza R$ 15 bilhões via crédito do BNDES para apoiar empresas exportadoras;
>> Crédito para indústria 2.0 e bens de capital verde (R$ 10 bilhões): recursos para financiamento da difusão de tecnologias da indústria 4.0 e à produção de bens de capital voltados à economia verde, no âmbito da Nova Indústria Brasil;
>> Moviagrícola (R$ 10 bilhões): liberação de cerca de R$ 10 bilhões em crédito para aquisição de tratores, implementos e colheitadeiras;
>> Isenção do Imposto de Renda (R$ 31 bilhões): isenção do total para quem ganha até R$ 5 mil e estabeleceu uma isenção parcial para quem recebe até R$ R$ 7.350 por mês;
>> MOVE BRASIL (R$ 21,2 bilhões): concede R$ 21,2 bilhões em linhas de crédito para caminhões e ônibus;
>> Crédito consignado privado (R$ 22,9 bilhões): programa permite a trabalhadores do setor privado a solicitação de empréstimos consignados, em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento. De janeiro a 20 de março, R$ 22,9 bilhões foram liberados por meio da iniciativa;
>> Novo Modelo de Crédito Imobiliário (R$ 22,3 bilhões): reformula a lógica atual das operações e moderniza as regras de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo para ampliar o acesso ao crédito habitacional;
>> Desenrola 2.0 (R$ 8,2 bilhões): programa de renegociação de dívidas permite que o trabalhador utilize até 20% do saldo do FGTS para esta finalidade;
>> Reforma Casa Brasil (R$ 12,9 bilhões): governo reformou as regras para contratação de crédito voltado à melhoria de moradias;
>> Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (R$ 7,7 bilhões): aumento do limite de renda de todas as faixas do programa habitacional, além do teto do valor dos imóveis que se enquadram nas faixas 3 e 4;
>> Luz do Povo (R$ 4,3 bilhões): ampliou a tarifa social para garantir isenção total na conta de luz para famílias inscritas no CadÚnico que consomem até 80 kWh/mês;
>> Saque complementar do FGTS (R$ 8,4 bilhões): para trabalhadores optantes pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025. Será liberado o desbloqueio adiciona, com depósito automático nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS;
>> Gás do Povo (R$ 5,1 bilhões): botijões de gás gratuitos para 15,5 milhões de famílias;
>> Programa Brasil Contra o Crime Organizado (R$ 11 bilhões): o plano é centrado em quatro eixos: asfixia financeira, sistema prisional seguro, esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas. Serão R$ 968,2 milhões aplicados em investimentos diretos e R$ 10 bilhões em financiamento via FIIS para estados e municípios;
>> Medidas para conter a alta do diesel (R$ 31 bilhões): subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, custeada pelos cofres públicos federais e estaduais. O governo federal também concedeu subvenção à comercialização de diesel para produtores e importadores de óleo diesel de R$ 0,32 por litro. Além de zerar a cobrança de impostos federais sobre o combustível;
>> Medidas para mitigar a alta gasolina (R$ 2,4 bilhões): o governo vai subsidiar R$ 0,40 do combustível. O custo para o governo federal ficará em R$ 1,2 bilhão por mês;
>> Nova subvenção do diesel (R$ 3,4 bilhões): após o primeiro pacote de R$ 31 bilhões para frear a alta do combustível, o governo anunciou em maio uma subvenção de R$ 0,3515 para o diesel a partir entrará de junho, quando acabará a redução a zero dos tributos federais. A nova subvenção custará R$ 1,7 bilhão mensais.
com informações da CNN Brasil
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