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Wagner nega irregularidades e PF mostra sua independência

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Durante entrevista à BandNews TV, nesta quinta (18), o senador Jaques Wagner (PT-BA) negou ter recebido propina do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central.

Segundo a Polícia Federal (PF), Wagner teria defendido interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas, como um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões e repasses a empresas ligadas a seus familiares.

“Do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém muito menos do Master ou do Augusto Lima, então estou absolutamente à vontade. Sobre o apartamento, na verdade ele está em construção, eu tinha interesse de dar um apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima é um investidor, eu disse a ele: Você pode comprar? Depois eu vou recomprar”. (…) Então não tem nenhuma transferência de patrimônio pra mim, eu não tenho nenhum negócio com o Master ou com o Credcesta”, declarou Wagner.

INDEPENDÊNCIA DA PF

O fato mostra a autonomia e independência da Polícia Federal no governo Lula (PT). É preciso avaliar a diferença de governos em relação ao principal órgão de investigação do país. Na atual gestão, observa-se o princípio constitucional da impessoalidade, garantindo total liberdade de atuação à PF.

No atual governo, o episódio transcorre dentro da normalidade democrática: a PF investiga, o Judiciário chancela e o Executivo respeita. E sem canetadas na calada da noite nem remoções sumárias de superintendentes, tampouco asfixia de delegados incômodos.

A memória mostra que, no governo de Jair Bolsonaro (PL), a PF foi aparelhada, amordaça e retaliada sistematicamente para blindar a família Bolsonaro e seus satélites políticos. Entre 2019 e 2022, a corporação viveu um período sombrio, operando sob uma lógica de terror administrativo onde a competência era punida e a subserviência, premiada.

Lembramos da fala de Jair Bolsonaro na reunião ministerial de 22 de abril de 2020: “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui para brincadeira”.

A ameaça não ficou apenas no discurso. Levantamentos e documentos apontam que a gestão de Bolsonaro puniu ou afastou pelo menos 18 delegados da PF em episódios nítidos de retaliação política por cumprirem seus deveres legais.

com informações da BandNews e Revista Fórum

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